sábado, 10 de novembro de 2007

A Lista do Oswaldo

"Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você" (Oswaldo Montenegro)


A lista do Oswaldo é a lista de todo mundo com mais de 20 anos.
Vivia dizendo como é difícil crescer, como o processo é doloroso, lento e desgastante.
Hoje eu vivo dizendo como é bom ter crescido!
Ainda assim, preservo algumas inocências... e sou surpreendida quando as percebo. Principalmente no quesito amizade.
Nunca tive problemas em fazer amizades. Aliás, sempre fui bem arisca com pessoas novas. Alguns amigos dizem que é uma luta fazer parte do meu grupo... Meu problema sempre foi cultivar essas amizades conquistadas. Na verdade, nunca tinha me preocupado com isso.
Achava que meus amigos já eram meus amigos e ponto final... e, pensando bem, acho que estava certa!!! hahahahahaahah!!!!!!!
Meus amigos de 10 anos atrás, aqueles amigos que eu já sabia que eram pra valer, aqueles de verdade que a gente conta nos dedos das mãos, continuam sendo meus amigos. Mesmo longe, mesmo não tendo tanto contato como há 10 ou 20 anos atrás.

(isso é outra coisa que me espanta: eu já tenho excelentes lembranças de coisas que vivi há 20 anos atrás!!! hahahahahahaha)

Resumindo o pensamento do dia, vou fazer minha lista:

* Não faço questão de ter centenas de amigos. Mas gostaria que eles existissem.
* Eu cobro coisas dos meus amigos que não faço por eles.
* Eu sempre acho que eles precisam mais de mim do que eu deles. Até precisar...
* Quero que eles me confiem todos os seus segredos. Mas sei que eles não me contam porque eu vou julgá-los, como sempre faço! E eu não conto meus segredos pra eles.
* Apesar de parecer revolucionária, free mind e liberal, sou reacionária, tacanha e conservadora.
* Até hoje espero pelo Principe Encantado. Mas me toquei que não sou bonita como as princesas... então tenho que batalhar pra ter mais coisas pra atraí-los.
* Eu adoro dinheiro.
* Eu adoro conforto.
* Se não fosse cantora nem nenhuma coisa relacionada a arte, seria médica. Policial, de repente... Ou do BOPE.
* Estou aprendendo a ser mais tolerante. Mas de vez em quando, eu falho.
* Quero ser gostosona ainda nesta vida. E de quebra, parar de fumar.
* Quero conseguir ser cada dia mais compreensiva, consciente, disciplinada, sábia e amiga. Não importa quanto tempo leve pra ser isso tudo...


quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CANÇÃO DO AMOR IMPOSSÍVEL

"Como não te perderia
se te amei perdidamente
se em teus lábios eu sorvia
néctar quando sorrias
se quando estavas presente
era eu que não me achava
e quando tu não estavas
eu também ficava ausente
se eras minha fantasia
elevada a poesia
se nasceste em meu poente
como não te perderia?"

(ANTONIO CICERO)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Viver não dói.

Sabe aquele vídeo Wear Sunscreen (http://www.youtube.com/watch?v=bIwAeTNlxr0&eurl=http://www.orkut.com/FavoriteVideoView.aspx?uid=3302900215211754882&ad=1181229727)?
Maravilhoso, com imagens maravilhosas, um texto perfeito e uma música linda!!!
Eu acho que a gente tem que assisti-lo todo dia.
E ler isso aqui na sequência!

Muito amor,
Thais


Viver não dói - Carlos Drummond de Andrade

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
Mas das coisas que foram sonhadas
E não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
Apenas agradecer por termos conhecido
Uma pessoa tão bacana,
Que gerou em nós um sentimento intenso
E que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
O que foi desfrutado e passamos a sofrer
Pelas nossas projeções irrealizadas,
Por todas as cidades que gostaríamos
De ter conhecido ao lado do nosso amor
E não conhecemos,
Por todos os filhos que
Gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
Por todos os shows e livros e silêncios
Que gostaríamos de ter compartilhado,
E não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Fé é colocar seu sonho à prova!

sábado, 20 de outubro de 2007

O pra sempre sempre acaba

Toda vez que volto de Brasília, volto com um nó na garganta... com as baterias recarregadas, muitas memórias boas das pessoas e dos lugares... mas com uma saudade imensa de CASA.

Não que Brasília seja ótima. Não que meus amigos e minha família sejam perfeitos. Mas são parte de mim, da minha história, da minha vida. São meus.


Em São Paulo ainda não tenho nada.

Ainda não tenho aqueles amigos que me entendem pelo olhar. Porque isso leva tempo.


Ainda não tenho uma família. Porque abri mão da que tenho aqui há muito tempo e não estou nem perto de constituir uma.


Ainda não tenho as facilidades que Brasília me oferece. Porque a cidade não conhece. Ainda...


São Paulo é pra mim como uma casa de reabilitação. Tudo aqui tem sido na marra. Coragem, tolerância, paciência... Nunca passei tantas sextas, sábados e domingos em casa... Sozinha. Eu, que nunca gostei de ficar sozinha, torço agora pra que esses momentos aconteçam. Pra poder pensar, cantar, tocar, escrever, cozinhar. Fazer aquelas coisas que foram deixadas pra depois.


Tava ouvindo um disco do Djavan e tive saudade de uns tempos em que tudo era muito fácil, que os sonhos eram mais vivos e menos impossíveis. Tempo em que eu acreditava que algumas pessoas estariam pra sempre na minha vida e que meus planos de infância seriam concretizados. E me lembrei de como eu dei um jeito estúpido de estragar vários desses planos.


Mas foi bom! =)

Foi bom lembrar das certezas que ainda são certezas e que todas as vezes que fiz alguma bobagem, o tempo tratou de me avisar delas.

Lembrar de como matar aula na UnB e ir pro Poço Azul era fantástico. Ou siplesmente matar aula já era bom...

Bom lembrar também de como a música entrou de vez na minha vida.

Bom lembrar da cena do exato momento em que me apaixonei perdidamente pela primeira vez... e como essa paixão me trouxe coisas maravilhosas, me trouxe música pra vida, sensibilidade e principalmente a vontade de ser cada dia melhor como artista e como pessoa. Tive certeza de que me casaria com aquele menino e teria vários filhos lindos com ele... mas deixei passar, porque acreditava (e ainda acredito) que aquele não era o momento. Tinha que passar por outras coisas, ele também...


Percebi que minha vida virou de pernas pro ar significativamente 3 vezes. Em todas elas, eu saí do buraco bem melhor do que tinha entrado. Faltam 4 meses e 24 dias pros meus 30 anos. E quando eles chegarem, quero ter pelo menos aquele mesmo brilho nos olhos que eu tinha quando minha vida virou pela primeira vez.


Toda vez que volto de Brasília, volto com um nó na garganta... Tá na hora de engolir e fazer valer todas essas loucuras.

domingo, 23 de setembro de 2007

O amor é irreversível...






Vasculhando novamente meus emails antigos, achei coisas tão lindas que me deu vontade de correr por campos de girassóis!

hahahahahahahaha!!!!!

Tenho excelentes amigos, novos e antigos, mas um deles realmente tem uma conexão toda especial comigo: Victor Castelo.

Pra quem ainda não conhece essa figura, ele é artista em todos os sentidos. Da criatividade à depressão, o menino transpira música e poesia. Canta, toca piano, compõe, dança, sapateia, escreve, declama, atua, cozinha, faz tranças, tortas, pães e cuida de cachorros como ninguém.

Já sofreu muito, já viveu muito, já aprendeu mais do que a maioria das pessoas que eu conheço.

Mas o melhor de tudo é que ele é meu amigo. Amigo mesmo, desses que a gente pode passar anos sem encontrar e a amizade continua a mesma. Esteve comigo (de corpo presente ou não) nos melhores e piores momentos da minha vida. Me deu colo, me deu amor, entendeu o que eu sentia antes mesmo de mim. Me deu casa, comida, roupa lavada e, acima de tudo, me deu a mão pra segurar quando eu não sabia pra onde ir. Me deu atenção, me deu dinheiro, me deu direção e foco. Me ajudou a ser cada dia melhor, a não desistir do que eu realmente quero da minha vida. Me deu sermões horríveis, me bateu na cara, me beijou e me abraçou como se eu nunca tivesse feito nada errado. Esteve do meu lado mesmo não concordando com nada do que eu estava fazendo da minha vida.

Ele é a pessoa em que me vejo e confio que as coisas têm salvação. Praticamente meu alterego...

Ele é o Grande Louva-Deus do deserto.

Ele é uma Weather Girl e uma Muse, ao mesmo tempo.

Ele é o cara (quase) perfeito pra ser pai dos meus filhos.

Ele é o amigo que eu quero por perto até o fim da minha vida.

Ele é o menino que eu amo e vou amar pra sempre.


David copperfieldiana ( Victor Castelo)
São Paulo, 28 de setembro de 2003

Ah, se eu não te conhece tanto
Não conhece tanto essa sua impetuosidade
Não soubesse de cor e nervos sua procura
Não soubesse como você se sente velha e com medo
Ainda não sei de certo do que
Ainda não sei de certo se tem graça descobrir agora
Se eu não soubesse que você ainda está aqui
Mesmo com seus sumiços
Só pegaria minhas coisas e iria embora,
Sempre teremos um do outro essas heranças
De fatos, poesias, tapas e pequenos olhos brilhantes
Esse dueto nosso canta mesmo calado
E nem um de nós dois se retira de cena de repente
Somos viciados em refletores e canhões de luz
Mas sabemos apagar tudo pra flutuar um instante
Pairar nessas histórias, nessas confusões,
porque nos nomeamos os organizadores do mundo
E por isso vivemos esse estado de exaustão
De solidão constante, mesmo acompanhados
Por isso nos enebriamos de ilusões,
Desse estágio incompleto já iniciado
E chegaremos longe
Mas sempre com bolas de ferro amarradas nos pés
Somos muito loucos e sabemos disso
Se eu não soubesse que é você agora como foi antes
Gritaria, xingaria, bateria as portas
Mas a grande verdade é que não me importa
Porque se hoje você faz o grande número de desaparição
Amanhã você vai voltar em grande estilo
Porque a gente sempre volta, mesmo a contragosto
Que já estamos cravados de espírito um no outro
Mas que dá raiva dá
E mesmo assim te amo

domingo, 2 de setembro de 2007





"Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim... tão diferente...
Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber que pra sempre sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém,
Só penso em você
E aí, então, estamos bem
Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir nem tentar
Agora tanto faz...
Estamos indo de volta pra casa..."
(Por enquanto - Legião Urbana)

Mudaram as estações - Lado B

Estréia dia 5 de setembro de 2007, no Centro Cultural São Paulo. Em cartaz todas as terças e quartas de setembro e outubro.
Minha primeira peça. Meu primeiro trabalho em São Paulo.
Muita saudade de casa...

http://www.youtube.com/watch?v=sk198rWhQ0Q

domingo, 29 de julho de 2007

Verdade ou conseqüência?

Estava eu passeando por comunidades estranhas/engraçadas do Orkut quando encontrei o "Clã dos desequilibrados". Gente... é assustador!!! O povo é doido meeeeeeeeeeeeeesmo!

Mas daí me veio uma idéia interessante pra por aqui: vamos brincar de verdade ou conseqüência, aquela brincadeirinha infanto juvenil cujo objetivo sempre é escândalo seguido de putaria.

Neste joguinho não vai ter putaria. Talvez um pouco de escândalo...Vcs fazem as perguntas pra mim neste tópico e eu vou respondendo. Não prometo responder tudo. Quem fizer uma pergunta que não tenha resposta, me passa uma conseqüência depois, ok?

Que comece o jogo!

Bjs!